Padrinhos são aquelas criaturas mágicas pras quais vocês olham e falam: “caramba, não conseguiria viver sem esse(s) ser(es) do nosso lado.” E dá pra ver isso em muitas situações.
Não entregamos convite oficial para ninguém (ainda), mas muitos sabem de boca. Outros nem isso. Este post é nosso compromisso. Se você leu e se reconheceu, sim, você foi escolhido (a). Aguarde. =D
Tapas e beijos, uma cômoda caindo, queixo cortado, pedrada no olho. Ressentimentos? Não.
Madrugada. Você, pessoa embriagada, decide que PRECISA falar com alguém, alguém que não está com você, mas que você lembrou naquele momento, alguém que você queria com você naquele momento. Ex? Não.
Meio da tarde do feriado. Vocês, no meio do nada, pneu furado. Vocês não sabem trocar. Um estranho oferece ajuda. Você pega o celular e manda mensagem para alguém. Para pedir socorro? Não.
Ou ainda: fim de feriado. Todos engarrafados voltando para casa. Começam a conversar e contar detalhes da vida um do outro. Detalhes fofinhos? Não.
Show lotado. Você manda mensagem para se encontrarem. Atravessam aquela multidão, sobem o sambódromo, fazem quase uma maratona. Vocês conversam durante o show? Não.
Meio da tarde. Você manda mensagem. A pessoa te encontra e ainda espera seu atraso para provar vestidos por mais de uma hora. No passado, tapas e beijos. Você também é princesa? Não.
Pós-expediente. Você diz que quer ver vestidos em outro lugar. Sexta feira, todo mundo cansado do trabalho, querendo só relaxar. A pessoa se nega a ir? Não. No passado, uma aula de como levar fechada. Você cai de cara no chão? Com certeza.
Qualquer horário. "Tá fazendo o quê?" "Vamos a não-sei-onde?" "Me ajuda com isso?" "Como é que faz aquele negócio delicioso que você vende?" Um pedido de noivado para o qual fizeram questão de chamar. "Vem aqui em casa?" Agora.
Domingo. Aquele casal sempre disposto a ajudar. A sentar num bar e conversar. A comer um cachorro-quente para A ensinar, a dividir as dificuldades da vida. Eles se acham superiores por isso? Não.
Sábado à noite. Que tédio. "Querem vir pra cá? Sei lá, ver um filme..." "Tem hora pra acabar?" Não. Tem comida? Sim.
Sempre. “Sai do computador, deixa eu ficar um pouco.” “Daqui a pouco saio!” Duas horas depois, nada. Mas no momento seguinte: “Bora pra piscina?” Bora.
Anos atrás. Saindo do grupo jovem, estamos a fim de tomar uma e jogar papo fora. Outro dia, vibe para um drinking game... Existe lugar melhor do que a casa dessa pessoa? Não.
Semanalmente. “Vamos pro CCBB sábado?” “Ih, neste sábado não dá. Que tal no outro?” “Pô, fica ruim. E que tal ir no AquaRio no feriado daqui a dois meses?” Nos resolvemos? Não.
Mês sim, alguns meses não. Vocês vão tocar na igreja tocar. “Filho, passa aqui e me dá uma carona”. Você acorda 7h00 e vai.
Semana sim, semana não. “Aeee mais um petista preso!” “Esses estudantes não protestavam assim no governo Dilma!” “Wellington, vem no evento do partido!” Fui? Uma vez.
Três anos meio atrás. “Pô, acho que ela tá a fim de mim”. “Boooa, mlk! Tu gosta dela? Chama pra sair! Marca um cinema. Vocês fazem um casal legal.” Chamei? Sim.
Algumas vezes no mês. Vamos no plaza, vamos marcar, almoço, compras, o que acha disso? E aquele presente, será que o boy vai gostar? Parece que tá de deboche? Sim. Está feliz? Sim.
Uma eternidade atrás, patins. Há menos tempo, milhões de cores. Muda cabelo, você é a Barbie, não, você é a Barbie, não, você é a Barbie. Ombro amigo pra todas as horas? Sim.
Como viver sem essas coisas na nossa vida? Não sabemos.

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