Millennials explicam como é se casar aos 20 e poucos anos

Correndo para casar?
-- Por Mari e Ton

Nos deparamos hoje com esta reportagem da Vice que, basicamente, buscava entender porque tem gente da geração millennial (antiga Geração Y, aqueles que estão na casa dos 20 hoje em dia) que tem se casado cedo, sendo que, teoricamente, somos uma geração subempregada, dependente dos pais, irresponsável e que não quer se comprometer.

Veja um trecho:

Mas pergunte para o estatístico mais próximo: Você tem visto o Facebook ultimamente? Nos seis meses que representam a "temporada de noivados" e a "temporada de casamentos", parece que você não passa um dia sem ver um amigo na faixa dos 20 anos dando festa de chá de cozinha, postando vídeos do pedido de casamento, proclamando "Por que vou casar com meu melhor amigo" e, para os convidados solteiros, postagens de autoajuda sobre como comparecer e sobreviver ao seu primeiro casamento como adulto. Parece que há um choque de culturas se formando, entre as pessoas organizando seu dia dos sonhos no Pinterest e quem condena o casamento ao fogo do inferno. Tentando criar uma ponte entre os dois lados, a VICE procurou millennials noivos ou recém-casados para perguntar, basicamente, por quê? O que eles pensam? Eles são assombrados pelas mesmas dúvidas que a gente? Eles acham que casamento tem data de validade? O que fez eles terem coragem de prometer o resto da vida um para o outro na frente de todo mundo que conhecem?

Então seguia a reportagem com fotos dos noivos, suas idades e seus depoimentos. Bom, uma análise tão fria assim sobre nossa visão do casamento é coisa que nunca fizemos aqui no blog, mostrando todos os pontos contra e a favor de assumir esse compromisso.

Mariana Tavares Spezani, 24 anos e Wellington Gomes da Silva Filho, 24 anos.
Noivos há quase 7 meses


Mariana: Todo mundo que leu a Nossa História percebeu que nos conhecemos praticamente desde sempre. Não parece ser tanto tempo assim, mas, quando paramos pra pensar... Caramba. É tanto tempo assim! Desde antes do nosso primeiro encontro eu já tinha noção de que, se começássemos a namorar, ia ser pra sempre. A não ser que algum traço obscuro bizarro viesse a tona, tipo o Ton dizer que gosta de cozinhar peixinhos dourados vivos no microondas só pra rir quando eles explodirem.

De toda forma, aconteceu. Desde o primeiro mês os amigos mais íntimos perguntavam de casamento. Eles, assim como eu, já sabiam que não iríamos muito longe...

Planos foram mudados? Sim. Mas nenhum com dor. Mudei a minha vida pra encaixar na dele e ele mudou a dele pra encaixar na minha. Superei um pouco do meu medo de multidão e ele abriu mão de ficar na grade em shows. Ele tem tentado se programar mais e eu tenho tentado me irritar menos quando, quase todas as vezes, temos que sair correndo pelo shopping para não perder o filme e só sentamos nos nossos lugares na metade dos trailers.

Blá blá blá, não é uma decisão difícil. Não, não compramos apê ou casa. Não, não temos muito pra onde ir. Não, talvez não tenhamos a lua de mel dos sonhos. Mas o casamento é nosso rito de passagem oficial: decidimos que não sabemos viver separados e queremos dividir esse momento com nossos amigos, queremos comemorar. Tirando a parte religiosa, simplesmente morar juntos não era suficiente. Era preciso um marco para essa transição: é a história oficial de que friendzone é vencível e de que mulher é burra mesmo e não vê o cara perfeito que era apenas o melhor amigo.

Wellington: Coincido com a Mari em ter achado desde sempre que nós dois estávamos destinados a ficar juntos e pra sempre. Casar é uma coisa natural desse sentimento. Nós dois somos cristãos, acreditamos na instituição do casamento e que queremos ficar juntos para sempre, então não foi um grande trabalho noivar. E tipo, nem corremos muito. Vamos casar com 25, mas a gente já tá namorando desde os 21. E se conhece desde os 13!

A gente tem consciência de que é muito difícil dividir a vida com uma pessoa, mesmo a gente amando ela. Então, acho que falamos pelos dois ao dizer que vamos nos esforçar ao máximo para que isso dê certo. Eu não me vejo com mais ninguém senão a Mari. Se um dia não der certo, não sei nem o que fazer. Ela é meu único plano, é a pessoa com quem penso em acordar diariamente pro resto da vida.

A reportagem da Vice foi legal porque sempre tem alguma coisa que pode colaborar para nossa melhora. Por exemplo, eu já morei sozinho por cinco meses em Niterói e por pouco mais de um mês em Grenoble, mas a Mari nunca morou sozinha. Um dos relatos era justamente de uma noiva que nunca tinha saído de casa. É uma coisa que eu vou ter que prestar a atenção quando for casar - deixar ela bem à vontade com a nova vida. Se bem que talvez eu não tenha esse problema, ela tá mais empolgada com essa possibilidade do que quando eu ficava empolgado montando a casa no The Sims. kkkk

Enfim, acho que vamos nos adaptar bem, e sei que sempre contaremos com a ajuda dos mais experientes - alô padrinhos casados! - para nos auxiliar em tudo :DD Tomara que a gente consiga ser exemplo pra alguém um dia!

0 comentários:

Postar um comentário